Bernie Ecclestone, ex-CEO da Fórmula 1, saiu em defesa do presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, destacando seu compromisso em “fazer tudo funcionar de forma justa”. Ben Sulayem, que assumiu o cargo em 2021, após a saída de Jean Todt, foi reeleito em 2025 e, apesar das críticas que recebeu, mantém uma popularidade significativa entre os clubes membros da FIA, que são responsáveis pela votação do presidente.
Ecclestone, que deixou a liderança da F1 após a venda para a Liberty Media em 2017, considera difícil apontar falhas na gestão de Ben Sulayem. “Estou tentando pensar em algo que ele tenha feito de errado, o que não é uma tarefa fácil”, afirmou Ecclestone em entrevista a veículos selecionados, incluindo o RacingNews365. Ele elogiou os esforços do presidente em trazer de volta motores V8 ou V10, uma proposta que considera positiva para o futuro da categoria.
A defesa de Ecclestone: um olhar sobre a gestão da FIA
Durante suas declarações, Ecclestone enfatizou a complexidade do trabalho de Ben Sulayem, que herdou uma situação desafiadora. “É um trabalho difícil, pois ele herdou questões que não iniciou. Ele não é como a Liberty Media, que tinha um plano claro. Ele foi eleito para resolver problemas sem saber exatamente o que fazer”, explicou Ecclestone.
O ex-dirigente da F1 também destacou os resultados financeiros positivos da FIA, que registrou um lucro operacional de €6,7 milhões em 2025, um aumento de 43% em relação ao ano anterior. Comparado ao prejuízo de €24 milhões em 2021, esses números refletem a eficácia da gestão de Ben Sulayem. “Ele está colocando a FIA na posição que deveria ter estado antes. Não há razão para que, se eles estão lucrando, isso seja considerado criminoso”, disse Ecclestone.
- Lucro operacional de €6,7 milhões em 2025
- Aumento de 43% em relação ao ano anterior
- Receita total de €191,7 milhões, um crescimento de 75% desde 2021
- Ben Sulayem busca a volta dos motores V8 ou V10
O impacto da gestão de Ben Sulayem na Fórmula 1
A gestão de Mohammed Ben Sulayem na FIA tem sido marcada por tentativas de modernizar e tornar mais justas as práticas do automobilismo. Ecclestone acredita que a busca por um retorno aos motores V8 ou V10 é um reflexo do desejo de revitalizar a competição e atender às expectativas dos fãs. “Um motor de três litros, não importa se é um V8, V10 ou V12, todos precisam ficar satisfeitos, e eu acho que é a coisa certa a se fazer”, afirmou.
Além disso, a posição de Ben Sulayem em relação à transparência financeira e à responsabilidade da FIA tem sido uma prioridade. Ecclestone elogiou a postura do presidente, que não busca benefícios pessoais e está focado em fazer o melhor para o esporte. “Ele não pega dinheiro, não está lá por interesse próprio, mas para fazer o melhor que pode pelo esporte que está supervisionando”, concluiu.
Análise Neax61
A defesa de Bernie Ecclestone em relação a Mohammed Ben Sulayem é um indicativo de que, apesar das críticas, há um reconhecimento das dificuldades enfrentadas pelo presidente da FIA. A recuperação financeira da entidade e a busca por inovações, como a volta dos motores clássicos, mostram que Ben Sulayem está disposto a ouvir as demandas dos fãs e a trabalhar em prol da evolução do automobilismo.
À medida que a FIA continua a se adaptar às novas realidades do esporte, a liderança de Ben Sulayem poderá ser crucial para garantir que a Fórmula 1 mantenha sua relevância e atraia novos públicos. A combinação de uma gestão financeira sólida e uma visão voltada para o futuro pode resultar em um cenário promissor para a categoria nos próximos anos.
